sexta-feira, 24 de setembro de 2004

Um Good-Bye, So Long.

Pelo menos por uma semana não vou poder fazer nada com computador. Estamos mudando amanhã, e até as coisas voltarem ao normal não vou poder visitar ninguém, nem ler meus e-mails. Principalmente porque estou de férias semana que vem, estarei completamente ilhada, sem nenhum tipo de comunicação via internet.

Fica aqui o meu bye-bye, até breve, vou sentir saudades. Beijo!

quarta-feira, 22 de setembro de 2004

O outono chega...

Paralamas do Sucesso - Flores E Espinhos
by Herbert Vianna

Nessa época do ano
Quando o frio vem chegando
E há menos flores que espinhos

Os dias perdidos
Vem a luz
Ainda éramos filhos
Éramos amigos

Até sermos engolidos
Pela vida sem brilho
Por nossos inimigos
Na rotina comum

E sou só um
Mas não sou um deles
Eu sou só um

E mesmo que pareça tolo
E sem sentido
Eu ainda brigo por sonhos
Eu ainda brigo

quinta-feira, 16 de setembro de 2004

Crueldade Humana

Ainda me impressiona como os seres humanos podem ser tão terrivelmente crueis. Ontem lendo o jornal na hora do almoço, quase tive uma indigestão. Aparentemente, 3 adolescentes usaram um filhote de labrador como bola de futebol. O filhote, de 6 semanas, teve múltiplas fraturas, hemorragia interna e um olho perfurado. Tiveram que sacrificá-la, de tanto que ela estava sofrendo e sem condições de sobreviver.

Me revolta 100 vezes mais ler sobre crueldade contra animais do que contra "seres racionais". Me revolta 3.000 vezes mais ter que ler que esse filhotinho teve que ser sacrificado do que os 300 que morrem todos os dias no Iraque, ou Israel, ou a puta que o pariu. O Homem é uma coisa imbecil. Se acha capaz de tudo, melhor que tudo, acima de tudo. Tem que ser muito egocêntrico mesmo. Tem que ter um ego do tamanho do Bush.

E pra piorar, hoje de manhã, lendo as notícias online, me deparo com isso no site da BBC. É um documentário idiota onde 3 criaturas infelizes contam como "tiraram a pele e decapitaram um gato em 2001". Foram levados a julgamento e se declararam culpados por crueldade contra animas. O "documentário" está sendo exibido no Festival de Toronto: "A direção do Festival de Toronto afirma que o documentário não glorifica a ação dos três artistas e que a exibição ajuda a estimular o debate sobre o tema."

O QUEEEEEEEEEEE, estimular o debate??? O mundo enlouqueceu??? Porque a gente não debate quais são as melhores maneiras de matar uma criança, ou um velho indefeso, ou um doente mental, ou a mãe e o pai do infeliz que deu essa decaração? E me desculpe, chamar 3 assassinos de "artistas" é um pouco demais pro meu estômago!

E pra se ter uma idéia, estamos em 2004 e só ontem votaram contra o "esporte" da caça à raposa nesse país. Acho de uma hipocrisia sem fim, países que condenam a caça em outros países e que não olham pro próprio rabo.

Ai, meus sais, esse tema altera os meus espíritos. E não tem fim! É uma crueldade atrás da outra! Só de lembrar da foto do filhote me dá uma revolta. Humanidade? Que humanidade?

terça-feira, 14 de setembro de 2004

Top 30 - Músicas

1. Uma Brasileira – Paralamas do Sucesso
2. Faroeste Caboclo – Legião Urbana
3. Big in Japan – Alphaville
4. True Colors – Cindy Lauper
5. Mr Jones – Counting Crows
6. Just Can’t Get Enough – Depeche Mode
7. Voyage Voyage – Desireless
8. The Captain of Her Heart – Double
9. Wasted Years – Iron Maiden
10.I Beg your Pardon – Kon Kan
11.Silent Morning – Noel
12.When Doves Cry – Prince
13.Till Then – Ricky Astley
14.Apesar de Você – Chico Buarque
15.Envelheço na Cidade – Ira!
16.Verdade – Zeca Pagodinho
17.Bizarre Love Triangle – New Order
18.Landslide – Dixie Chicks
19.All I Wanna Do – Cheryl Crow
20.Pump Up the Jam – Technotronic
21.Estoy Aqui – Shakira
22.Música Urbana – Capital Inicial
23.Left Outside Alone – Anastacia
24.Sozinho – Caetano Veloso
25.So Nice – Bebel Gilberto
26.Flores – Titãs
27.With or Without you – U2
28.Go West – Pet Shop Boys
29.Amanhã é 23 - Kid Abelha
30.Tudo é Você - Jota Quest

Não está em nenhuma ordem, só de memória, são as 30 primeiras que vieram a minha cabeça.

Conto o porquê mais tarde...

Cido e Denise, obrigada pelo aviso!

sábado, 11 de setembro de 2004

You Gotta Fight for your Rights!

Lendo o blog da Mary e um dos comentários, me fez lembrar de uma matéria de jornal (se me lembro bem) que eu li enquanto estava morando no Canadá. Era a história de uma moça, que por escolha decidiu usar a burka. Burka é aquele véu negro que cobre toda a cabeça e o rosto da mulher. Infelizmente não consigo lembrar o nome dela, ou onde exatamente eu li a história.

Mas, de acordo com a minha memória, ela explicava o porquê da sua escolha o que motivou o seu uso e o que ela achava das pessoas que olhavam pra ela com cara de dó. Dizia algo do tipo "ora, eu escolhi usar, eu e somente eu sou capaz de me fazer vestir isso ou aquilo. Se eu acho que é apropriado usar a burka, por que as pessoas acham que deve ser culpa da minha religião e que eu devo ser uma vítima da 'insanidade' dos meus pais?"

Ela coloca seu ponto de vista muito claramente, ela não é vítima. Ela tem liberdade de usar o que ela quiser, assim como outras garotas mostram a barriga e os peitos com seus decotes profundos, ela usa a burka para cobrir o rosto.

Procurando na Internet pelo assunto, achei esse artigo interresante... 4 mulheres dinamarquesas discorrem sobre o direito de usar ou não usar o véu.

Tenho que concordar, afinal, ninguém pode julgar essas mulheres sem nunca ter estado na pele delas. Assim como nós, que moramos em outros países e somos consideradas "estrangeiras" pelo simples fato de não nos "encaixar" aos moldes dessa sociedade, não podemos julgar que todas as mulheres islâmicas sofrem abusos, que são coitadinhas e que não sabem o que querem.

quinta-feira, 9 de setembro de 2004

Português ou Brasileiro?

Portugal - Onde o bumbum é rabinho

POR P. A. GRISOLLI

"Ao sair, queira, por favor, mostrar o seu saco." O aviso enorme está á porta de um bricabraque perto da minha casa. E sempre que o vejo penso na confusão que poderá provocar na cabeça de um brasileiro desprevenido e principalmente convencido de que fala a língua do país. O idioma, de fato é o mesmo. Mas como é diferente! Saco, que no Brasil remete não somente ao receptáculo de papel u pano, mais comprido do que largo, aberto em cima e fechado no fundo e nos lados, mas também, ente outras coisas, ao bolsão anatômico em que estão guardados os testículos de um homem, em Portugal quer dizer simplesmente bolsa, de mulher ou de homem. Que também pode ser mala ou carteira.

Essa é apenas uma das pequenas peças que o idioma pode pregar ao desavisado que chega a Portugal com um sorriso vencedor de quem pensa: “Aqui falam a mesma língua”.

Falam. Mas não é tão mesma assim. E atenção para os mal-entendidos.

Não se espante ninguém por ouvir de um exemplar pai de família português que está muito preocupado com o seu puto. Porque ele estará simplesmente a referir-se ao filho. Puto aqui é menino, rapazote, na mais inocente das linguagens. Embora o feminino puta tenha rigorosamente o mesmo significado cá e lá.

A primeira vez que comprei um paletó em Portugal (que aqui se chama casaco), pareceu-me grosseiro da parte do vendedor prevenir-me que o primeiro modelo que eu experimentava não me caía bem no rabo. Expressão simplesmente generalizada e amável que um português usa para referir-se às nádegas, também chamadas de nalgas. O bumbum das nossas crianças aqui é rabinho.

Há pouco tempo, tendo vindo fazer umas horas de faxina em minha casa, uma senhora brasileira recém-chegada a Lisboa, saída de uma biboca do Espírito Santo, olhou com ar de pânico, sem entender nada, quando minha mulher, portuguesíssima, lhe falou:

- Mostro-lhe depois o sítio em que se guardam os tachos.

Não havia à vista nenhuma daquelas bacias largas e rasas, com alças laterais em asa, normalmente feitas de cobre, a que no Brasil se dá o nome de tacho. E que história seria aquela de guardar tachos em sítio?

Acorri em socorro da compatrícia e explique-lhe: tacho é o nome que aqui se dá à nossa panela; panela é o nosso caldeirão, assim como frigideira é sertã e tampa de panela pode ser texto. E sítio quer dizer lugar. A pequena propriedade rural que chamamos de sítio designa-se aqui por quinta. Herdade é fazenda. E fazenda não é qualquer tipo de tecido, mas especificamente o tecido pesado, para roupa de inverno. Lã de preferência.

Também regionalmente há diferenças de linguagem que são verdadeiras armadilhas para quem chega por aqui falando brasileiro. Morei cinco anos no Porto. E logo que me mudei para Lisboa, julguei estar sendo claro ao perguntar a um amigo se podia indicar-me um pixeleiro. O homem arregalou os olhos, sem entender. E foi preciso explicar muito para que ele compreendesse que o pixeleiro do norte é, em Lisboa, o canalizador, profissional que no Brasil chamamos de bombeiro hidráulico.

Pior foi o carioca que, com o seu jeito debochado, entrou sorridente numa bijuteria e disse à jovem vendedora que esta à procura de um broche. Causou no mínimo um grande embaraço, porque broche é o palavrão que os portugueses usam para designar felação. O nosso broche, mais inocente, aqui é alfinete.

Em Portugal jogador de futebol usa camisola, palavra que equivale mais ou menos à nossa camiseta. E mulher nenhuma vai para a cama de camisola, mas de camisa de dormir. Ao deitar-se, homem e mulher repousarão as cabeças em almofadas e não em travesseiros. No máximo apoiá-las-ão em travesseiras, abreviação de almofadas travesseiras.

E se você tiver ouvidos sensíveis a incorreções gramaticais, prepare-se para sofrer. Porque português não negocia, mas negoceia. Não premia, premeia. Não diz encarregado, mas encarregue. E ultimamente vem consagrando como correta a palavra perca, em lugar de perda.

Quando alguém lhe disser “anda para a minha beira”, aproxime-se. Se disser “fique ao pé de mim”, permaneça junto a esse alguém. E desapareça imediatamente da sua presença se, irritado ou enraivecido, lhe disser “ora, vá dar uma curva” ou então “desampara-me a loja”.

Giro é engraçado. Fixe é bom ou bonito, equivalente ao nosso legal. Mas se você é mulher e alguém chamar-lhe de camafeu, não pense que está sendo elogiada. Camafeu é uma mulher bué de feia.

Quanto a este bué, escapou-me. É africanismo relativamente recente, proveniente de Angola. Quer dizer muito. Incorporou-se à linguagem dos mais jovens e já é português. Português de Portugal. Porque para o comum das pessoas, português do Brasil não é português, é brasileiro.

(Correio do Brasil, Nº 21 (8 a 14 de Julho de 2004)

terça-feira, 7 de setembro de 2004

Futebol Brasileiro na TV

Só uma notinha (porque é engraçado!): No jogo de Brasil x Bolivia, que passou na TV a cabo aqui na Inglaterra, o narrador, fala que o jogo é no Brasil, no estádio... - nesse momento eu viro pro Vince - "Onde que ele falou que o jogo vai ser? Que estádio??" Vince responde: "Ele falou Morumbi (moor-rúm-bi)". Eu respondo: "No wonder I did not understand. The man cannot say Morumbi properly! kkkkkkkkkkkk!"

O jeito que ele falou Morumbi, com a sílaba tônica no "ru", mais o sotaque, mais o som do "r" que é impossível pra eles, a palavra ficou irreconhecível.

Ri demais.

domingo, 5 de setembro de 2004

Olha aí o IP da criança!

200.206.243.149 = [ 200-206-243-149.dsl.telesp.net.br ]

e-mail: gestaoip@TELESP.COM.BR

Antes de escrever besteira no comentário dos outros tenha certeza que seu IP não pode ser traçado. Aí está. Eu já mandei uma reclamação pro seu provedor.

Continue indo à escola, assim você aprende a escrever corretamente.O comentário não vai ser apagado porque quero ter certeza que o provedor veja. E outra coisa, pouco me importa o que você acha ou deixa de achar.

Se você também recebeu comentários abusivos desse IP, mande um email pro provedor. Não deixe essas coisas passarem sem barulho.

Pra quem não entende muito, IP é como se fosse o seu endereço na rede. E se ele não é protegido pelo seu provedor, quer dizer que qualquer um com um pouco de noção de computadores pode fazer uma busca e achar tudo relacionado com esse IP. Todos os site que mantém o IP registrado, pra estatísticas e log de acessos vão ter o seu IP lá, na memória. Basicamente acho que é isso.

sábado, 4 de setembro de 2004

Racismo na Inglaterra?



Ontem foi o último dia de uma colega no escritório, colega que virou amigona, que convivi por 2 anos exatamente. Ela arrumou um novo emprego - depois de muita procura - e a partir de segunda não tenho mais uma grande aliada.

Não parece que eu vou falar de racismo, né? Mas vou sim. Antes tenho que explicar umas coisas. No time que eu estava antes, o mesmo dessa minha amiga e de mais uns 3 bons colegas e do "resto", tem um favoritismo quase que explícito por alguns. Não quero entrar em muito detalhe, basta dizer que em toda a empresa, não tem uma só pessoa branco, preto ou cor-de-abóbora que goste do "chefe" dessa seção.

É incrível como ele passa essa impressão de arrogante, de se achar melhor que os outros e de ser um racista generalizado.

Não, nunca ninguém, chama neguinho de neguinho, chinês de china, indiano de paki. É tudo assim, na base do silêncio.

Não é como no Brasil, que qualquer flanelinha chama "ô japa, olha a vaga aqui, só dérreal arigatô!" ou "E aí alemão, vai levar uma água de côco?" ou apelidos como polaco, japa, china e coisas do tipo.

Aqui as coisas são bem diferentes, são demonstrações de racismo mais refinados, desde exclusão, como não tomar conhecimento da sua existência. E claro, caras e bocas e olhares, e clubinhos fechados. Isso obviamente na "maturidade" porque criança é diferente.

Então nós somos um clube diferente em muitos aspectos. Tem eu (oriental na aparência, brasileira de nascimento), duas colegas indianas (uma da India mesmo, outra com raízes no Quênia, mas as duas Inglesas de nascimento), um moço branco, uma moça branca. Todos temos ojeriza pleo tal homem e seu secto.

Um dos seus "seguidores", é um cara apaixonado por futebol, que um dia, sem mais nem menos começa a falar (pra mim!) mal do futebol brasileiro, que é desorganizado, que é uma m*rda, que é tudo um bando de incompetente. Eu olhei pra cara dele e falei "pois é, é tão ruim que a gente é penta campeão, vocês deviam prestar mais atenção pra aprender como se joga futebol". Virei as costas e saí soltando fogo pelas ventas. Nunca mais o indivíduo abriu a boca pra falar de futebol comigo. Sai pra lá, eu não sou mico amestrado pra baixar a cabeça e dizer yes, master. Nem sou Jesus pra oferecer a outra face.

Nunca houve nenhum fato assim, de provar e comprovar que sim, eles são racistas! São as pequenas coisas do dia-a-dia, até que uma hora ninguém aguenta mais, cria uma tensão, um mal-estar que ninguém quer ir trabalhar. Eu sei, por que eu caí doente pra não ir trabalhar, tive uma enxaqueca por uns três dias seguidos, não queria levantar da cama nem pra viver. Sabe olho gordo, esse tipo de coisa, uma pessoa que te olha com inveja e te faz doente? Acontece tanto...

Foi por essas e muuuiiiitas outras que essa minha amiga foi procurar outro emprego, ela conseguiu, fiquei muito feliz por ela, mas ao mesmo tempo triste, porque ela é o tipo de pessoa que tem um astral ótimo, uma língua ferina, assim como a minha, e a gente tinha muito em comum. Mas a vida é assim, uns vão, outros aparecem.

Lá dentro, tudo continua na mesma, quem deveria estar indo embora ainda tá lá.

sexta-feira, 3 de setembro de 2004

Feliz Aniversário

Mãe, Feliz Aniversário!


Anjos? Claro que eles existem.
Mas na maioria das vezes eles não tem asas e nós chamamos eles de "mãe".