
sábado, 31 de dezembro de 2005
sexta-feira, 30 de dezembro de 2005
sábado, 24 de dezembro de 2005
sexta-feira, 23 de dezembro de 2005
Só hoje...
Sentir teu cheiro de roupa limpa
Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz
Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria
Em estar vivo
Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar
Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia
Que eu faço tudo errado sempre, sempre
Hoje preciso de você
Com qualquer humor, com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz
Só hoje...
Saudades de casa...
domingo, 18 de dezembro de 2005
Balanço e retrospectiva
O primeiro ano foi definitivamente o pior. A sensação de abandono, de não ter nenhum amigo, de não ter família, de não ter ninguém pra conversar além do marido foi uma barra difícil de segurar. Foram noites e noites chorando no ombro de um companheiro que só me abraçava e me dizia que tudo ia ficar bem, ou que muitas vezes só me embalou e me deixou chorar até que eu dormisse. É impressionante a enormidade da saudade que sufoca o peito do expatriado. Só quem já viveu sabe.
O segundo ano foi melhor, comecei a trabalhar, conhecer mais gente, comecei a reconquistar uma liberdade desconhecida. Aquela que quando a gente trabalha esquece das saudades, dos queridos que estão distantes e na realidade começa a fazer planos, de comprar passagem pra matar a saudade. O problema com “voltar” é que tem sempre a despedida quando se tem que tomar o rumo inverso. Lembro como se fosse agora a dor que sentia, o aperto na garganta e as lágrimas teimosas que rolavam quando o avião decolou em Cumbica.
Quem disse que amizade não modifica as coisas? Amizade é tudo, a habilidade de fazer amigos e rir de bobagens e contar fofocas e dizer coisas sem sentido sem parecer estupida! Que bom que é ter amigos! O terceiro e quarto anos fora ótimos. Fui promovida, fiz amizades que vou levar no coração para sempre e fui e estou feliz! Não adianta ter só amor. Amor é imprescindível, claro, mas não é sufuciente. Tem que ter amigos, pra me fazer apreciar o amor, para eu entender que faz sentido minha família morar a milhares de kilômetros de distância. Que existe uma razão para cada coisinha que acontece.
O ano de 2005 foi fantastic! Voltamos do Brasil em Janeiro, fomos para Escócia em Junho e para Áustria em Novembro. Conhecemos novos lugares, tiramos literalmente mais de 1.000 fotos. Tenho fotos com amigas, com meu amor, no frio, no calor, tenho até fotos de gente que eu não conheço!
Se 2006 for tão bom quanto 2005, 2006 vai ser bom D E M A I S!
Feliz Natal para todos!
quinta-feira, 8 de dezembro de 2005
domingo, 4 de dezembro de 2005
Em Viena
Saímos no dia 30 às 8, uma manhã chuvosa em Birmingham, com destino à Amsterdam, para pegar a conexão para Vienna. Chegamos em Amsterdam às 12:55 horário local (o vôo em si dura 55 minutos, mas Amsterdam está uma hora em frente). Fomos direto para o outro portão de embarque porque o vôo para Vienna ia sair às 14:30. Tivemos que passar pela imigração em Amsterdam porque o portão era no lado dos vôos domésticos.
Chegamos em Vienna às 16:00, tudo correu bem, e para o meu espantonão tivemos que passar por alfândega! Pegamos a mala e saímos a procura do CAT, o trem rapidinho pro centro. O ticket custou €8 cada. A viagem durou 15 minutos e foi super confortável. Chegamos à estação de trem e tivemos que comprar passagem de metrô para chegar até Stephansplatz. Chegamos ao centro de Vienna! Que lindo! Tudo decorado para o Natal. A decoração é de cair o queixo de linda. Bota qualquer outra cidade no chinelo.
Conseguimos achar a nossa pensão (pensão lá é aquele tipo de hotel que oferece quarto e café da manhã por preços simpáticos). Fizemos o check-in, ficamos maravilhados com o quarto e saímos para a nossa primeira andança. Andamos a esmo pela cidade. Fomos jantar em um restaurante simpático indicado pela recepcionista do hotel. Meu primeiro weiner schnitzel com batatas! depois fomos andar pelos arredores e achamos o Hofburg, volksgarten e vimos de longe o Rathaus (prefeitura) e o museu de história natural. O frio estava congelante e a gente já tava cansado. Fomos pro hotel aproveitar o quarto quentinho.


No dia seguinte (nosso aniversário), acordamos cedinho e fomos tomar café da manhã; eu me esbaldei com corn flakes e sanduichinhos de queijo com presunto, tudo regado a chá. Decidimos voltar onde tinhamos ido na noite passada. Tudo faz mais sentido durante o dia! Entramos no Museu da Sissi (sim, Sissi, aquela dos filmes...), no Kaiser Appartamentes, que mostra onde o Kaiser e Kaiserin moravam quando em Vienna, e também fomos ao museu das louças usadas na época do Império Austro-Húngaro. Não me lembro dos filmes da Sissi, mas sempre me lembro de Romy Schneider, linda e sorridente... nunca imaginei Sissi como infeliz, mas ela era sim, e muito pelo que pude perceber...
Depois andamos de Hofburg até os museus, passando pela escola de equitação (Spanische Hofreitschule), indo em direção ao Rathaus. Vienna em dezembro tem mil feiras de Natal, as "christkindlmarkt". A maior é em frente à prefeitura.
Paramos para algumas fotos, tudo estava calmo, a não ser pelos grupos de crianças acho que trazidos por escolas, muitas barracas (barraca é modo de dizer, são casinhas)estavam fechadas e decidimos voltar à noite pra ver tudo iluminado.
Voltando do Rathaus ainda vimos outra feirinha de natal e entramos em uma galeria que deu de frente com o Cafe Central. Que lugar lindo! Os bolos e tortas são lindos, a arquitetura é de cair o queixo. Comemos a tradicional Sachertorte eu tomei um Irish Coffee e Vince tomou um café com contreau.
Paramos em diversas igrejas pelo caminho. Até as mais pequenas tem um interior magnífico! A grande catedral Stephansdom é grande, escura, meio que sinistra, não gostei, além do exterior estar sendo renovado então quase todo coberto.
Almoçamos no Triolaa, perto do centro e vagamos a esmo à tarde. Fomos pro hotel descansar para poder ir mais à noite ao Rathaus/christkindlmarkt e depois para o nosso jantar de aniversário.


O christkindlmarkt é lindo à noite! Tudo fica iluminado e o cheirinho de vinho quente se espalha pela cidade. Fomos jantar no Plachutta, com reserva para 8:30, só conseguimos sentar às 9, o restaurante estava cheissímo! Tivemos um jantar maravilhoso, Vince teve filé com cebolas fritas e batatas assadas, eu um filé (maravilhoso derretendo na boca) com futas (ameixas, pessegos e damascos) em molho de Calvados com purê de batatas (que também derretia na boca). Nunca em minha vida comi uma combinação tão linda, uma festa para o paladar! De sobremesa tivemos vinho, mousse de chocolate com cerejas em conhaque para mim e Vince comeu um merengue com calda de chocolate e morango. Saímos do restaurante às 11 da noite satisfeitos e cheirando a fumaça de cigarro (os restaurantes em Vienna não tem área de não fumante, então qualquer restaurante que você vá, invariavelmente vai ter um fumante do seu lado), mas felizes e de bem com a vida.
No dia 2 fizemos o tour dos palácios, fomos ao Schloss Schönbrunn, fizemos o tour no palácio e mais uma vez ouvimos sobre a pobrezinha da Sisi. Tentamos ir visitar os jardins, mas estava muito frio e uma neblina que não dava pra ver nada! Decidimos ir comprar uns enfeites de natal (lindos de morrer) e comer um crepe. De lá fomos até o Belvedere, a vizinhança já viu dias melhores e estava nevando/chovendo. O lugar deve ser lindo no verão. São diversos jardins conectados, se é impressionante no inverno, deve ser uma paixão na primavera. Voltamos pro centro para jantar e fazer comprinhas básicas de turista.
No último dia, como só tínhamos a manhã para aproveitar, decidimos fazer o check-out, deixar a mala na recepção e ir até o Prater, onde fica a roda gigante antiga. Chegamos lá e o tempo não estava ajudando, a neblina estava baixa e não dava pra ver nada! Ah, e a vizinhança do Prater também já viu dias melhores. Conseguimos chegar até a roda gigante e tirar algumas fotos. De lá fomos até o rio Danúbio, que não é azul. De lá fomos até a Universität e acabamos novamente caindo na Rathaus.


