Acho que agora já tenho condições de contar o que aconteceu com a minha cã (cadela nunca, é sempre cã...he he he). Ela estava no Brasil, com meus pais, e outras duas cãs. Vocês já devem ter visto fotos de todas elas. Aparentemente, na semana passada ela começou a passar mal, e não comia nada. Minha mãe e minha cunhada levaram ela à veterinária que disse que ela estava desidratada e que precisava ficar pra poder tomar soro e medicamento intravenoso.
Minha mãe ia visitá-la todo dia de manhã, levava biscoitinhos pra tentar fazer ela comer, e nada. Ela ficava feliz em ver que ela estava lá, mas não comia. Passou quase uma semana assim. Na quarta-feira, minha mãe foi lá visitar e ela estava bem melhor, animada, feliz. Veterinária disse pra minha mãe que se ela comesse um pouco que fosse ela já podia voltar pra casa. Mas ela não comeu nadinha. Na quinta, quando mamãe chegou, ela já tinha partido. Disseram que ela tinha ficado pior e que começou a ter convulsões, e não resisitu. Disseram que ela tinha problemas no fígado, que provavelmente desenvolveu um tipo de cirrose.
Ela tinha menos de 10 anos. Mas era o meu bebê. Não sei quem ficava mais feliz quando a gente se via, se ela ou eu. Ela ficava no meu quarto, ou onde quer que eu estivesse. Ela subia na cama, e brincava e lambia. Era tantã! Nunca aprendeu a descer escada direito. Morria de medo. Não saia na rua nem amarrada. Tinha um pêlo lindo. Era alégica a picada de pulga! Ela tinha mania de botar o focinho embaixo da minha mão e "focinhar" até que minha mão estivesse na cabeça dela. Era o seu jeito de pedir cafuné.
Passei a noite de quinta aos prantos. E boa parte da sexta também. E agora escrevendo pra vocês fico com um sorriso no rosto de lembrar tudo isso, mas com um nó na garganta e umas lágrimas teimosas ainda rolando.
sábado, 28 de agosto de 2004
quinta-feira, 26 de agosto de 2004
No céu com as estrelas.

Descanse em paz, minha linda.
Nada no mundo vai me trazer tanta alegria do que lembrar de você.
Aliás, eu teria toda alegria do mundo, se você ainda estivesse com a gente.
Continua - Criando Caso 2
Lembra quando eu contei do drama do presente pro meu irmão? Pois é, nunca recebi nenhuma resposta dos inúteis do consulado, nem estava esperando nenhuma, porque eles provam, day after day que são tudo um bando de faz-nada. Aliás, eu recebi uma resposta da embaixada falando que eles tinha mandado o meu e-mail pro consulado resolver. É pra rir ou chorar?
Bom, resolvi mandar assim mesmo, arriscar pra ver no que dava. A Katia (do fondue) até se ofereceu pra levar, mas eu sou de picuinha, e queria ver o que ia acontecer.
Mandei no meio de Julho e um pouco antes do aniversário do meu irmão (30 de julho), a dita chegou no Brasil. Meu irmão foi ao correio pra retirar. Adivinhem o que aconteceu? Pra ele poder retirar o presente, queriam que ele pagasse módicos R$540! QUINHENTOS E QUARENTA REAIS! Esse povo bebeu cachaça de capim??? Ele chorou pra mocinha dos correios, falou que era presente de aniversário, a moça até ficou com dó, mas não podia fazer nada, sem pagar ele não podia retirar. Claro que ele não pagou e mandou de volta.
Hoje eu recebi o "presente" de volta. Agora me diga, é justo?
É justo que a gente que mora no exterior não possa mandar presentes para parentes e amigos? Qual é a da Aduana brasileira de querer colocar limite no valor de presentes que EU vou comprar com o MEU dinheiro pra mandar pra MINHA família?
Sei que a alíquota tem o seu uso, mas como o nome diz é ALIQUOTA DE IMPORTAÇÃO. Meu irmão não estava importando nada. Quem queria mandar era eu, eu comprei, eu paguei com o dinheiro que eu recebi do meu trabalho.
Indignação é pouco pra descrever o que eu estou sentindo. Eu tô é PUTA da vida.
Bom, resolvi mandar assim mesmo, arriscar pra ver no que dava. A Katia (do fondue) até se ofereceu pra levar, mas eu sou de picuinha, e queria ver o que ia acontecer.
Mandei no meio de Julho e um pouco antes do aniversário do meu irmão (30 de julho), a dita chegou no Brasil. Meu irmão foi ao correio pra retirar. Adivinhem o que aconteceu? Pra ele poder retirar o presente, queriam que ele pagasse módicos R$540! QUINHENTOS E QUARENTA REAIS! Esse povo bebeu cachaça de capim??? Ele chorou pra mocinha dos correios, falou que era presente de aniversário, a moça até ficou com dó, mas não podia fazer nada, sem pagar ele não podia retirar. Claro que ele não pagou e mandou de volta.
Hoje eu recebi o "presente" de volta. Agora me diga, é justo?
É justo que a gente que mora no exterior não possa mandar presentes para parentes e amigos? Qual é a da Aduana brasileira de querer colocar limite no valor de presentes que EU vou comprar com o MEU dinheiro pra mandar pra MINHA família?
Sei que a alíquota tem o seu uso, mas como o nome diz é ALIQUOTA DE IMPORTAÇÃO. Meu irmão não estava importando nada. Quem queria mandar era eu, eu comprei, eu paguei com o dinheiro que eu recebi do meu trabalho.
Indignação é pouco pra descrever o que eu estou sentindo. Eu tô é PUTA da vida.
segunda-feira, 23 de agosto de 2004
domingo, 22 de agosto de 2004
Abandono
Ah, desculpem o abandono,
o desamor,
a falta de atenção.
Peço que olhem com olhos de mães,
e que perdoem as imperfeições,
os deslizes,
a falta de notícia.
O tempo passa
sem dar trégua
ou descanço.
O mundo acaba ficando para trás
e com eles ficam os amigos,
a família,
a internet,
um pouco da vida fica para trás.
Não é falta de tempo
é falta de vontade,
de tesão.
Como se tudo tivesse que ser feito
neste momento,
me obrigo a comunicar,
a pelo menos dizer obrigada.
Obrigada por continuar vindo,
mesmo que nada esteja sendo escrito.
Obrigada pela amizade,
mesmo que eu não tenha retribuido.
Obrigada por estar por perto.
Nessa horas é que eu sinto o quanto é importante ter vocês.
----------------@----------------
Numa nota mais feliz, que com esse meu "desleixo" deixei de desejar feliz aniversário pra uma porrada de gente!

Tenho um monte de coisa pra contar, mas tenham paciência, hoje é domingo, dia de Sílvio Santos e de bundar com o Frederico.
o desamor,
a falta de atenção.
Peço que olhem com olhos de mães,
e que perdoem as imperfeições,
os deslizes,
a falta de notícia.
O tempo passa
sem dar trégua
ou descanço.
O mundo acaba ficando para trás
e com eles ficam os amigos,
a família,
a internet,
um pouco da vida fica para trás.
Não é falta de tempo
é falta de vontade,
de tesão.
Como se tudo tivesse que ser feito
neste momento,
me obrigo a comunicar,
a pelo menos dizer obrigada.
Obrigada por continuar vindo,
mesmo que nada esteja sendo escrito.
Obrigada pela amizade,
mesmo que eu não tenha retribuido.
Obrigada por estar por perto.
Nessa horas é que eu sinto o quanto é importante ter vocês.
----------------@----------------
Numa nota mais feliz, que com esse meu "desleixo" deixei de desejar feliz aniversário pra uma porrada de gente!

- Felipe, meu sobrinho lindo que fez 14 anos no dia 10 de Julho.
- Marisa, minha amiga querida que soprou velinhas no dia 16 de Julho.
- Nelson, meu irmãozão, que não ganhou o presente que eu mandei, mas que vai receber outra coisa, só pra não passar em branco, cortou o bolo no dia 30 de Julho.
- Cleuza, minha cunhada queridona, que comemorou dia 5 de Agosto
- Zuleica, minha irmã! Que comemorou aniversário e um novo emprego, comemoração em dose dupla! Dia 20 de Agosto. Tiveram arroz de polvo no jantar. Ô tortura ter que ouvir isso pelo telefone!
Tenho um monte de coisa pra contar, mas tenham paciência, hoje é domingo, dia de Sílvio Santos e de bundar com o Frederico.
terça-feira, 10 de agosto de 2004
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