sexta-feira, 23 de outubro de 2009

YEY!


Hoje, tive meu teste prático de direção (gente, não sei se é assim que se fala em português!) - o famigerado practical driving test. Só 46% das pessoas que fazem o teste passam, e eu -ahem- sou uma delas!
O teste dura de 30 a 40 minutos, além do show me tell me (o examinador faz duas perguntas sobre o carro, pra mim ele perguntou como se checa o óleo do motor e onde se encontra a pressão recomendada para os pneus), tem duas manobras pra fazer (reverse bay parking - estacionar em vaga utlizando a ré, parallel parking - baliza, turn on the road - mudar de direção usando 1a e ré, reverse around the corner - dar a ré entrando em uma outra rua) - eu fiz reverse bay parking e turn on the road. De resto é dirigir normalmente, prestando atenção na velocidade, olhando no retrovisor, usando setas etc.
Pra passar no teste você precisa ter menos de 15 erros de pequena importância e nenhum erro grave ou perigoso. Eu tive 5 erros: controle, observação, sinalização no asfalto e hesitação. O de controle foi quando eu fiz o reverse bay parking, porque não entrei retinho, tive que ir pra frente, arrumar e dar a ré de novo. Obrservação foi quando eu fiz o turn on the road, não lembro bem o que eu não vi, mas lembro que vi um carro vindo na minha direção e quando olhei de novo ele tinha desaparecido... deve ser isso LOL! A sinalização eu acho que foi em uma rotatória, bem na frente tinha uma faixa de pedestre que eu não parei atrás, mas antes eu olhei pra ver se tinha pedestres por perto e não tinha nenhum, mas eu tive que parar na em cima da faixa porque eu não pude entrar na rotatória direto. O ponto de hesitação eu acho que foi quando estavamos numa encruzilhada e eu e o carro do outro lado íamos virar a direita, eu deixei a mulher ir primeiro, e só então eu saí. Mas esse pode ter sido a qualquer momento e eu não percebi.
Estou tão feliz que quando cheguei em casa pulei de alegria... hahahaha... ria se quiser, eu ainda não acredito que passei...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Maladias

Desde que mudei pra cá, meu repertório de doenças só cresce. Começou com a ridícula hayfever (rinite alérgica - alergia a pólen) que eu tenho todo ano de abril a setembro. Tomo 50.000 remédios entre drogas prescritas à rezas e macumba. Não tem cura. Sortuda eu.

Duas semanas atrás comecei um surto de sinusite. Meu rosto começou a doer (no osso embaixo dos olhos, a testa e uma pressão atrás dos olhos), dor pra respirar (especialmente se o ar estiver frio) e muita dor de cabeça. O médico me deu antibiótico, tomei por 5 dias. Melhorei, mas aí peguei uma gripe que f0deu tudo. Fiquei completamente congestionada, aí ontem, minha cabeça parecia que ia explodir e a pressão da sinusite estava insuportável. Nem com Sudafed e Ibuprofen 400mg resolveu. Fui ao inútil imbecil cretino médico hoje de manhã e ele me deu mais antibiotico, e mais forte dessa vez. Vou ter que ficar de molho pelo resto da semana. Eu estou no computador de besta que sou pq meus olhos doem. Já vou pra cama que é o meu lugar.

Só espero que essa sinusite não se instale e vire crônica. De crônica basta a vida.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O dia mais lindo do ano

Acordei de bem com a vida. Daí eu abri a cortina e me deparei com um tempo miserável lá fora. No panic, dá pra remediar. Se eu não posso ir pra Cotswolds por causa do tempo, então vou pra um lugar onde o tem clima lá fora não tem importância, vamos pra Londres visitar o Westifield Mall. O único problema é que é hora do rush lá fora. Tivemos que passar na casa de uma amiga pra pegá-la. 30 minutos depois (num trajeto que normalmente leva 7 minutos), ainda estamos no trânsito. Surto. Falo palavrões. Xingo o motorista que bloqueia o trânsito, xingo seus antepassados, sua mãe e sua irmã.

Chego na casa da amiga, estou de mau-humor. Pronto, fiquei de bico. Conversamos amenidades e começo a melhorar. Até esqueço que ainda estou put@ da vida. Deve ser a idade. É difícil fazer 25 anos, começa a pesar na gente.

A estrada está boa, sem muito trânsito, mas ainda levamos um milhão de horas pra chegar. Em silêncio xingo São Pedro pelo tempo horroroso lá fora.

Chegamos. Nada como um pouco de Prada, Luis Vuitton e Tiffany pra fazer meu humor melhorar. Não melhora 100% por que eu não posso comprar nada dessas lojas.

Hora do almoço. Tem que escolher um restaurante. Tem um monte de restaurante que se acha. Procuro um que não se ache tanto. Escolho um dos mil gregos (tá na moda é?) que tem por lá. Um tal de Real Greek. De real não tinha nada, o real grego se mandou de lá e deixou o insosso grego no seu lugar. A comida é tipo tapas, um monte de pratinhos de um monte de coisa.

A garçonete muito prestativa (ou abelhuda) ouviu o nosso brinde (de feliz aniversário pra mim) e veio me desejar feliz aniversário também.

Pedimos flatbread (tipo pão sírio, mas não sírio, grego), Tzatziki (iogurte com pepino), Tiropitakia (pastelzinho de espinafre e queijo feta), Bifteki (mini hamburger), polvo grelhado, camarão no espeto, salada grega e batata frita (nada grega). Tudo muuuuito ao paladar inglês, não fez nada por mim. O polvo foi o único que se salvou, estava uma delicia. Ah, pedimos whitebait (aqueles mini-peixinhos fritos) esse também tava bom.

De sobremesa eu pedi Kataïfi, que é aquela massa de cabelo de anjo (bem fininho) com uma pasta de pistachio e mel, muito mel! Então, lembra da abelhuda? Pois é, quando ela vem trazendo a minha sobremesa, veio com fogos de artifício em cima! Um treco de 10cm soltando faísca de uns 20 cm!! Fiquei com medo do negócio atear fogo no meu cabelo e eu sair de lá que nem o Michael Jackson no comercial da Pepsi! Ótimo, agora o restaurante inteiro sabe que é o meu aniversário. Me senti que nem macaco em zoológico. Não me levem a mal, as intenções dela foram ótimas, sei que ela foi super gracinha, mas tudo tem seu lugar e eu já passei da idade de divulgar pra um bando de desconhecidos que é meu aniversário!

Pra encerrar, fomos fazer mais uma ¨caminhada¨. Entramos na Tiffany e quase não saimos mais vivos. Por pouco não me deixo levar e comprar uns brincos m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o-s. Mas já viu, pobre tem que economizar pra comprar casa e não pode se dar ao luxo de gastar milhões em jóias. Saio da loja frustrada mas resoluta.

Pra não ficar com aquela cara de criança que vai ao shopping mas não come no McDonalds, resolvi entrar na M·A·C pra ver cosméticos. A mocinha que nos atendeu (Emily) foi um doce, me mostrou um monte de coisas, mas o que eu queria era foundation e blush. 40 minutos mais tarde saí de lá maquiada e com foundation (NW25), powder (medium) e pincel (!). Céus nunca dinheiro foi tão bem (ou mal no meu caso, rs) gasto.

Hora de ir pra casa. Feliz, muito feliz.