Ontem, depois de um dia cheio, em que pela primeira vez fiz um 'test drive', e que no final resultou em um monte de dívidas e um carro novo, hoje foi O dia. Digo O assim maiúsculo, porque foi a primeira vez que dirigi, sem instrutor, sem carro de auto-escola, tudo assim, só eu e meu instinto.
Com meu marido ao lado, dirigi os 32 kilometros da casa dos meus sogros até a minha casa. Ele teve seus momentos de pânico, que eu respondi com muitos 'I'm not blind!' - eu não sou cega! Depois de um certo tempo ele aquietou e me deixou dirigir em paz. Dirigir com alguém sempre em tensão ao seu lado não é nada agradável, principalmente pra alguém que acabou de tirar carta, muita neura pode acabar com a auto-estima - já frágil - do novato. Pra mim deu tudo muito certo. Todas as rotatórias estiveram ao meu favor e apesar de ter lutado um pouco com a quinta marcha, posso me dizer satisfeita com a minha primeira vez. Foi indolor, mais ou menos como aprender a andar, uma vez em pé, apesar das caídas na bunda, tudo parece natural.
Agora tenho que ver como vai ser minha primeira vez sozinha no carro...
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domingo, 1 de novembro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
YEY!

Hoje, tive meu teste prático de direção (gente, não sei se é assim que se fala em português!) - o famigerado practical driving test. Só 46% das pessoas que fazem o teste passam, e eu -ahem- sou uma delas!
O teste dura de 30 a 40 minutos, além do show me tell me (o examinador faz duas perguntas sobre o carro, pra mim ele perguntou como se checa o óleo do motor e onde se encontra a pressão recomendada para os pneus), tem duas manobras pra fazer (reverse bay parking - estacionar em vaga utlizando a ré, parallel parking - baliza, turn on the road - mudar de direção usando 1a e ré, reverse around the corner - dar a ré entrando em uma outra rua) - eu fiz reverse bay parking e turn on the road. De resto é dirigir normalmente, prestando atenção na velocidade, olhando no retrovisor, usando setas etc.
Pra passar no teste você precisa ter menos de 15 erros de pequena importância e nenhum erro grave ou perigoso. Eu tive 5 erros: controle, observação, sinalização no asfalto e hesitação. O de controle foi quando eu fiz o reverse bay parking, porque não entrei retinho, tive que ir pra frente, arrumar e dar a ré de novo. Obrservação foi quando eu fiz o turn on the road, não lembro bem o que eu não vi, mas lembro que vi um carro vindo na minha direção e quando olhei de novo ele tinha desaparecido... deve ser isso LOL! A sinalização eu acho que foi em uma rotatória, bem na frente tinha uma faixa de pedestre que eu não parei atrás, mas antes eu olhei pra ver se tinha pedestres por perto e não tinha nenhum, mas eu tive que parar na em cima da faixa porque eu não pude entrar na rotatória direto. O ponto de hesitação eu acho que foi quando estavamos numa encruzilhada e eu e o carro do outro lado íamos virar a direita, eu deixei a mulher ir primeiro, e só então eu saí. Mas esse pode ter sido a qualquer momento e eu não percebi.
Estou tão feliz que quando cheguei em casa pulei de alegria... hahahaha... ria se quiser, eu ainda não acredito que passei...
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Carros e Cia
Quando adolescente achava lindo meninos com carros e sons que hoje em dia fariam meus ouvidos sangrarem, mas que em época de adolescencia e rebeldia tinha que ser tudo com muuuito barulho, senão não tinha graça (qual a graça de chegar sem ser notado?).
Lembro de uma amiga, seu namorado tinha um carro que por alguma razão tinha o escapamento devidamente retirado pra que fizesse mais barulho. Meu namorado na época tinha um passat envenenado e com um super som (ele no auge dos seus 18, eu com 15 - que minha mãe nunca leia esse post...). Um amigo tinha um comodoro (eu acho que era esse o nome), um carro enorme (carinhosamente apelidado de banheira) cabia uns 10 da gente dentro (não nós nunca testamos!), e que melhor só o carro do pai dele que era um diplomata.
Em casa tinham os carros dos meus irmãos. Dos carros que mais lembro estão o fiat 147, a variant cor de laranja e o escort da minha irmã.
Perceberam que aqui falo dos carros dos outros e nunca dos meus? Pois é. Não dirijo. Nunca aprendi. Para todos os lados que fui, sempre tive quem me levasse ou eu ia de ônibus, metrô, táxi...Se me arrependo? Por um lado sim, porque é um conhecimento necessário hoje em dia. Por outro lado, nunca me fez falta. Nunca precisei mesmo dirigir. Nunca perdi emprego por causa disso (aliás minto, perdi sim, um aqui pra trabalhar no aeroporto - tinha que entrar as 5 da manhã - acho que foi uma benção!).
Uma das minhas metas nesse ano foi de aprender a dirigir e tirar carta. Estou tendo aulas, ainda tenho que me convencer de que gosto de dirigir, que as minhas aulas são ótimas que eu nasci pra dirigir, etc, etc... Estou chegando lá. Por essas e outras que eu sei que o meu amor por carros nunca teve nada a ver com direção, o meu amor foi sempre mais visual do que sensorial...
Em casa tinham os carros dos meus irmãos. Dos carros que mais lembro estão o fiat 147, a variant cor de laranja e o escort da minha irmã.
Perceberam que aqui falo dos carros dos outros e nunca dos meus? Pois é. Não dirijo. Nunca aprendi. Para todos os lados que fui, sempre tive quem me levasse ou eu ia de ônibus, metrô, táxi...Se me arrependo? Por um lado sim, porque é um conhecimento necessário hoje em dia. Por outro lado, nunca me fez falta. Nunca precisei mesmo dirigir. Nunca perdi emprego por causa disso (aliás minto, perdi sim, um aqui pra trabalhar no aeroporto - tinha que entrar as 5 da manhã - acho que foi uma benção!).
Uma das minhas metas nesse ano foi de aprender a dirigir e tirar carta. Estou tendo aulas, ainda tenho que me convencer de que gosto de dirigir, que as minhas aulas são ótimas que eu nasci pra dirigir, etc, etc... Estou chegando lá. Por essas e outras que eu sei que o meu amor por carros nunca teve nada a ver com direção, o meu amor foi sempre mais visual do que sensorial...
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