Todos os dias eu acordo cedinho, muitas vezes antes das 6, faço alongamento enquanto escovo os dentes, tomo banho, passo creme na cara, coloco roupa, cato a marmita e saio em disparada até o ponto de ônibus que é quase em frente de casa.
Chego no serviço, como meu cereal com iogurte enquanto leio os emails do dia anterior, deletando e marcando, conforme necessário. A manhã passa, minha colega chega, outros chegam e assim o escritório fica cheio de vida.
Parece que todo dia é igual, mas não é. Tem dia que tem gente de bom humor, tem dia que tem gente que chora, que ri, que esbraveja, que se inconforma. Tem dia que tem almoço com amigos, tem dia que tem piadas bobas que fazem a gente gargalhar. Tem dia que rola uma fofoca fenomenal.
Nesse mês tudo vai ser a mesma coisa, mas tudo tão diferente. A rotina do dia-a-dia vai ser a mesma, mas com cada vez menos pessoas com que compartilhar. Todo o meu time está saindo de campo, um a um nós vamos deixar pra trás muitos anos de casa e trilhar novos caminhos.
É o fim de uma era, de uma vida. Nesse meu emprego eu trabalhei com as melhores pessoas que eu já tive o prazer de chamar de colegas de serviço. Pessoas decentes, de caráter, de um bom humor extremo, tão generosas, não só no campo do trabalho, mas no pessoal também. Eu vou sentir uma saudade imensa de todos, mas fazer o que, a vida é assim. Ela leva as pessoas e nos deixa a amizade.
Foi aqui que eu cresci mais profissionalmente. Eu tive um chefe que acho que nunca em lugar nenhum vou achar. Um homem bom, que me ensinou muito sobre o tipo de integridade profissional que eu quero sempre ter. E que me desculpem os chefes que ainda estão por vir, mas esse vai ser difícil desbancar. Ele é o tipo de pessoa que ensina com o intuito de ver a gente voar alto, mas sem atropelar, sem rudeza, sem arrogância. Vou sentir muita falta desse tipo de convivência, desse aprendizado constante.
Mas todos criam seus próprios caminhos, de acordo com as suas necessidades, eu só posso desejar boa sorte pra quem vai. Eu ainda fico por aqui mais um tempo, depois, só o futuro sabe. É daqui pra frente todo dia vai ser muito diferente, melhor para todos nós.
Good luck, dear friends!
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terça-feira, 6 de setembro de 2011
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Por uma vida menos ordinária
Todo mundo fala que há males que vem pra bem. Talvez eles tenham razão.
Tem tanta coisa que eu queria fazer, mas parece que o tempo passa por mim e eu não consigo acompanhar. Na minha cabeça os planos começam a se formar. Será que eu consigo?
(Olho em volta e vejo todos ao meu redor já encaminhados e quase sem querer queria estar em outra vida.)
Não quero discutir o que eu estou planejando, porque eu quero que seja realidade antes de dizer qualquer coisa.
As vezes a gente tem que colocar as prioridades em perspectiva e decidir o que é mais importante na vida.
Não tem nada de fácil nesse processo. Muito pelo contrário.
Tem tanta coisa que eu queria fazer, mas parece que o tempo passa por mim e eu não consigo acompanhar. Na minha cabeça os planos começam a se formar. Será que eu consigo?
(Olho em volta e vejo todos ao meu redor já encaminhados e quase sem querer queria estar em outra vida.)
Não quero discutir o que eu estou planejando, porque eu quero que seja realidade antes de dizer qualquer coisa.
As vezes a gente tem que colocar as prioridades em perspectiva e decidir o que é mais importante na vida.
Não tem nada de fácil nesse processo. Muito pelo contrário.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Encruzilhadas
Parece que quanto mais eu rezo, mais Deus põe encruzilhadas na minha vida. Tudo tem sido tão difícil pra mim em termos de decidir pra que lado ir, que mais uma - e essa é das grandes - me deixou completamente atordoada.
E agora José?
E agora José?
domingo, 25 de abril de 2010
Should I stay or should I go?
Existem situações na vida que não dá pra saber qual vai ser a nossa reação até sermos confrontados com elas. Creio que a nossa idade influa para que a decisão seja mais rápida ou mais calculada. Mas nada nos prepara para o momento de entrar para o mercado imobiliário.
Veja bem, eu quero comprar uma casa. O que eu não sei é se quero morar aqui pra sempre. Ou se quero voltar pro Brasil. Se devo guardar dinheiro pra comprar um terreno por lá ou uma casa aqui. Os riscos são enormes. E se a gente comprar uma casa e a região desvalorizar? E se a gente não conseguir pagar todas as contas? E se a gente não gostar da casa, dos vizinhos, dos filhos dos vizinhos?
Eu me sinto entre a cruz e a espada. Por um lado, achamos "a" casa, temos dinheiro pro depósito e fomos qualificados pro empréstimo, por outro a dúvida. Devemos esperar, ter um depósito maior, guardar dinheiro e voltar pro Brasil, procurar mais, pesquisar mais???
Sei que não tem uma resposta certa para as minhas perguntas, que nunca vai ser o momento certo, que é preciso arriscar, etc, etc... O problema é que eu não sou assim. Eu tenho que saber que o que eu quero é isso mesmo, sem incerteza.
Quando eu vim morar pra cá, eu nunca, nem por um minuto, achei que aqui seria o meu "último" lugar. Sempre achei que em alguns anos eu voltaria pro Brasil, que mais cedo ou mais tarde, a pátria mãe (e a minha mãe) falariam mais alto e eu voltaria correndo e com um sorriso no rosto. Por isso que essa decisão está me matando. Comprar uma casa aqui meio que significa que o destino está selado, pelo menos pelos próximos 10 anos.
Me dá um aperto no coração e meus olhos marejam só de pensar. Mas não dá pra viver a vida pela metade. Eu sei disso. Acho que estou ficando velha e muito sentimental. Não consigo mais viver o "que será, será"...
Alguém tem uma bola de cristal pra emprestar?
PS. O título é a música do The Clash: Should I stay or should I go now? /If I go there will be trouble / An’if I stay it will be double / So come on and let me know!
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