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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Por amor à Loucura
Amar são Paulo não é uma tarefa fácil. É como ter um namorado que te dá tudo que você precisa, mas que você queria amar menos pra poder terminar.
O trânsito, a violência, o caos generalizado parecem que ficam em segundo plano quando se mora nessa cidade. A gente se acostuma, ou fecha os olhos e finge que não vê.
Mas, muito mais que todo esse horror e feiúra urbana, o coração bate descompassado cada vez que volto pra casa. Estou falando muito além da saudade da família e amigos. Estou falando da saudade do concreto, dessa beleza que não existe em nenhum outro lugar. Quando eu volto à São Paulo, estou voltando pra casa.
Claro, a brutalidade da realidade logo se faz presente: 1h pra ir da Liberdade até o Ibirapuera. Se chover, fudeu. Assalto no farol, assalto no trânsito. Crianças vendendo bala. Criança cheirando cola. Criança com faca na mão te assaltando.
Tenho plena consciência que amo aquilo que jamais deveria ser amado. Mas, assim como pessoas, a cidade não tem só defeito. Tem qualidade. Tem gente de qualidade. Essa cidade tem alma e nem toda a feiúra externa pode matar o que tem de mais belo.
Em São Paulo eu amei, fui amada. Desejei ardentemente o beijo de um menino... beijo que nunca veio. Descobri que a vida é cheia de felicidade, mas também cheia de decepções. Fiz amigos que levo comigo no coração. Entendi que ser 'amiga' de muitos não me interessa, ser amiga de quem eu verdadeiramente amo é o que me interessa. Nessa cidade eu ouvi segredos, eu fiquei calada. Eu quis dar um tapa, eu tive que dar a cara à tapa.
Foi nesse trubilhão que eu virei gente. Foi essa loucura que me fez.
Eu olho pra trás e sinto um orgulho tão grande de poder ser parte - ainda que quase insignificante - da história dessa cidade deslumbrantemente assustadora.
Te amo. Sempre.
sexta-feira, 2 de março de 2007
O ar do Inverno
No caminho pro trabalho hoje, eu respirei fundo o ar gelado e perfumado de inverno e pensei: "Amo esse ar! Que dia lindo!"
No escritório, tomando café e lendo as manchetes dos jornais do Brasil, um assalto à banco em Moema chama minha atenção. Há dez minutos atrás, feliz com minha vida, esqueci como pode ser miserável a vida em São Paulo. Com tristeza li o episódio, assalto a um banco pertinho de onde eu morava, na avenida por onde eu passava todos os dias. Fico triste e agoniada porque sei o quanto o povo trabalha naquela terra, sei como é dura a vida num país onde bom-caráter parece coisa rara e onde os marginais se multiplicam como germes e atacam pessoas do bem.
Fico triste de pensar que meu sonho de um dia morar num Brasil eficiente e com muito pouca violência fica cada vez mais distante, pensar que queria um dia voltar pro Brasil e ter um bebê, criá-lo como eu fui criada, mas em um país melhor, onde as pessoas são mais amigáveis, mais felizes.
Infelizmente acho que não vai ser possível, não nessa vida. Não nessa onde de terror e violência em que se vive por lá constantemente.
Triste, muito triste.
No escritório, tomando café e lendo as manchetes dos jornais do Brasil, um assalto à banco em Moema chama minha atenção. Há dez minutos atrás, feliz com minha vida, esqueci como pode ser miserável a vida em São Paulo. Com tristeza li o episódio, assalto a um banco pertinho de onde eu morava, na avenida por onde eu passava todos os dias. Fico triste e agoniada porque sei o quanto o povo trabalha naquela terra, sei como é dura a vida num país onde bom-caráter parece coisa rara e onde os marginais se multiplicam como germes e atacam pessoas do bem.
Fico triste de pensar que meu sonho de um dia morar num Brasil eficiente e com muito pouca violência fica cada vez mais distante, pensar que queria um dia voltar pro Brasil e ter um bebê, criá-lo como eu fui criada, mas em um país melhor, onde as pessoas são mais amigáveis, mais felizes.
Infelizmente acho que não vai ser possível, não nessa vida. Não nessa onde de terror e violência em que se vive por lá constantemente.
Triste, muito triste.
quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
453
Parece que dizes,
Te amo, Maria
Na fotografia
Estamos felizes
Te ligo afobada
E deixo confissões no gravador
Vai ser engraçado
Se tens um novo amor.
Me vejo a teu lado
Te amo?
Não lembro
Parece dezembro
De um ano dourado
Parece bolero
Te quero, te quero
Dizer que não quero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais
Não sei se eu ainda
Te esqueço de fato
No nosso retrato
Pareço tão linda
Te ligo ofegante
E digo confusões no gravador
É desconcertante
Rever o grande amor
Meus olhos molhados
Insanos dezembros
Mas quando eu me lembro
São anos dourados
Ainda te quero
Bolero, nossos versos são banais
Mas como eu espero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais.
Feliz Aniversário, meu amor.
Te amo, Maria
Na fotografia
Estamos felizes
Te ligo afobada
E deixo confissões no gravador
Vai ser engraçado
Se tens um novo amor.
Me vejo a teu lado
Te amo?
Não lembro
Parece dezembro
De um ano dourado
Parece bolero
Te quero, te quero
Dizer que não quero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais
Não sei se eu ainda
Te esqueço de fato
No nosso retrato
Pareço tão linda
Te ligo ofegante
E digo confusões no gravador
É desconcertante
Rever o grande amor
Meus olhos molhados
Insanos dezembros
Mas quando eu me lembro
São anos dourados
Ainda te quero
Bolero, nossos versos são banais
Mas como eu espero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais.
Feliz Aniversário, meu amor.
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